Select Page

Os pais, na maioria das vezes, tendem a entrar no funcionamento de negação da doença não querendo admitir que possa haver uma pessoa na família envolvida com drogas. Em muitos casos só admitem essa situação quando seus filhos passam a fazer uso frequente de drogas como cocaína ou crack ou quando os mesmos tornam-se uma ameaça em casa com comportamentos agressivos e, até mesmo, nas ruas com atos de violação das leis.

Estudos recentes mostram que em grande parte das famílias com casos de dependência química são encontrados pais ausentes e mães depressivas. Dessa forma, é importante que os pais procurem uma interação maior com seus filhos e as mães busquem melhorar sua auto-estima. Em contrapartida, famílias coesas nas quais pais e filhos praticam atividades juntos que possibilitem um maior vínculo e capacidade de comunicação entres os membros da família, são encontrados menores índices de dependência química.

Os pais devem evitar situações facilitadoras para o abuso de drogas pelos filhos. Evitar momentos sociais em que haja incentivo ao abuso de substâncias como o álcool, por exemplo, também é uma medida valida.

Para um manejo adequado de situações como esta muitas vezes os pais têm que funcionar como verdadeiros terapeutas, sendo doces e ternos para os filhos quando preciso, porém duros quando necessário. Daí a importância dos pais aprenderem a dizer “não” sem se sentirem culpados.

FONTE: Dr. Gilmário Holanda Almeida, Pós-graduação em Psiquiatria PUC-RS. Dra. Lúcia Bacelar Almeida, especialista e docente do curso de especialização em família da UNIFOR.

Coordenadores do Centro Terapêutico Villa Vita.